Saúde

Enxaqueca

A enxaqueca é uma doença multifatorial, mas algumas de suas possíveis causas. No entanto, já se sabe que existem alguns gatilhos que podem desencadear as crises. Para quem sofre de enxaqueca, o impacto social, econômico e emocional é inevitável.

No início de 2018, a OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu a enxaqueca, doença neurológica, hereditária e crônica, no rol das enfermidades mais incapacitantes.
Não é para menos. Para quem sofre de enxaqueca, o impacto social, econômico e emocional é inevitável, uma vez que o paciente não presta atenção nas coisas, não trabalha ou estuda bem e tem certas áreas da memória afetadas durante uma crise.
A enxaqueca é um distúrbio neurovascular crônico e incapacitante, com base biológica que acomete as pessoas geneticamente predispostas.
Esse tipo de cefaleia primária pode ocorrer em qualquer idade, mas costuma manifestar-se mais em adolescentes e adultos jovens e, afeta mais as mulheres do que os homens. A maioria dos afetados tem de 25 a 45 anos. Após os 50, a taxa tende a diminuir, principalmente em mulheres. Quando se trata de crianças, ocorre em 3% a 10%, afetando igualmente ambos os sexos antes da puberdade. Após essa fase, o predomínio é no sexo feminino. Entre as mulheres, o problema chega a até 25%, mais que o dobro da prevalência entre os homens, segundo o Ministério da Saúde.
Em cerca de 15% dos casos, o quadro de dor é precedido, ou acompanhado, por uma aura premonitória que envolve sintomas neurológicos. Sua principal característica é o embaçamento da visão ou a presença de pontos luminosos, em zigue-zague ou manchas escuras nos períodos que precedem as crises dolorosas.
Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura, especialmente as fumantes que fazem uso de anovulatórios (pílulas anticoncepcionais), têm risco aumentado de sofrer um AVC, acidente vascular cerebral.

 

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A enxaqueca é uma doença multifatorial, mas algumas de suas possíveis causas ainda continuam indefinidas. No entanto, já se sabe que existem alguns gatilhos que podem desencadear as crises, tais como: jejum prolongado, estresse, insônia, chocolate, queijos fortes, embutidos, consumo excessivo de café e de bebidas alcoólicas, fumo, alterações hormonais, certos perfumes e o açúcar.
O diagnóstico é clínico e baseado no levantamento do histórico familiar e nas queixas do paciente. Para defini-lo, basta que a dor esteja acompanhada por três ou quatro dos sintomas abaixo:
– Dor latejante e pulsátil, geralmente unilateral, de intensidade moderada ou forte
– Náuseas
– Vômitos
– Hipersensibilidade à luz (fotofobia), aos sons (fonofobia) e a certos odores (osmofobia), que se mantém de quatro a 72 horas e piora com o movimento
– Irritabilidade
– Depressão
– Agitação

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia pacientes com queixas de três ou mais crises mensais deve procurar o especialista, e entrar com tratamento medicamentoso preventivo da enxaqueca.
O tratamento da enxaqueca leva em consideração as características da dor e a frequência das crises. O objetivo é suprimir os sintomas e evitar a incidência de novos eventos. Nos episódios agudos, os analgésicos comuns, eventualmente associados a outras drogas, podem representar uma solução eficaz contra a dor, especialmente se tomados assim que surgirem os primeiros sintomas. Pacientes que não respondem bem a esse esquema terapêutico podem recorrer a uma classe de drogas com mecanismo mais específico de ação, de uso controlado.
No entanto, é preciso cuidado: o uso repetido desses remédios, o abuso de analgésicos e o aumento progressivo das doses necessárias para alívio da dor podem resultar num efeito rebote cujo resultado é o agravamento dos sintomas.
Já está comprovado que mudanças no estilo de vida e evitar os gatilhos que disparam as crises são procedimentos não farmacológicos indispensáveis para a prevenção da enxaqueca. Alimentação equilibrada, sono regular, prática de exercícios físicos, redução do consumo diário de cafeína, controle dos níveis de estresse são medidas que ajudam a diminuir a frequência e a intensidade das crises.
A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça (há mais de 100 tipos existentes). A enxaqueca se diferencia de uma dor de cabeça comum porque começa fraca e latejante, na metade da cabeça, e vai aumentando progressivamente. Associa-se a essa dor a aversão a luz, barulho e odores, bem como náuseas e vômitos. Infelizmente, a enxaqueca é uma doença crônica, ou seja, sem cura. A boa notícia é que tem como tratar a dor aguda e, principalmente, preveni-la.
Alguns médicos incentivam seus pacientes a manterem um diário das cefaleias. Nele, relatarão o número e a distribuição das crises, possíveis acionadores e suas respostas aos tratamentos. Com estas informações, os desencadeadores podem ser identificados e eliminados. Desta forma, o próprio paciente participa de forma ativa evitando os possíveis desencadeadores e atuando como auxiliar na escolha do melhor planejamento de conduta e ajuste do tratamento.
Os médicos também recomendam o uso de intervenções comportamentais (como relaxamento, gerenciamento de estresse) para controlar crises de enxaqueca, especialmente quando o estresse é um desencadeador ou quando as pessoas estão tomando medicamentos demais para controlar as enxaquecas.
A ioga pode reduzir a intensidade e a frequência das enxaquecas. Na ioga, posturas físicas que fortalecem e alongam os músculos são aliadas a respiração profunda, meditação e relaxamento.
Um dos erros mais comuns dos pacientes que sofrem com a enxaqueca, é a automedicação. O uso excessivo de analgésicos provoca aumento da dor e pode agravar a situação. O primeiro passo do tratamento é procurar imediatamente um neurologista para uma avaliação seguida da indicação do medicamento adequado para cada caso.

 

Biografia:

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Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e socialmente necessárias contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.

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