Saúde

Distúrbios da Tireoide

A glândula tireoide é importantíssima para o funcionamento harmônico do organismo. Garante que coração, cérebro e muitos outros órgãos exerçam suas funções adequadamente. O acompanhamento da doença é de longa duração e consiste na reposição hormonal da tiroxina (T4), feita por meio de comprimidos de reposição sintética do hormônio. Todavia, a eficácia da terapia oral depende, principalmente de dois fatores: o jejum de uma hora após a ingestão do comprimido e o retorno periódico do paciente ao médico para avaliação e, caso necessário, ajuste de dose.

A glândula tireoide é importantíssima para o funcionamento harmônico do organismo. Ela se situa na parte inferior do pescoço, bem perto de onde começa o osso esterno. Está apoiada na traqueia, bem ao lado da artéria carótida.
A tireoide possui dois lobos, o esquerdo e o direito, que juntos assumem o formato de uma borboleta de asas abertas ou de um escudo ( seu nome deriva da palavra grega thureós que significa escudo ).
Os hormônios liberados pela tireoide são responsáveis por uma série de funções orgânicas. Eles garantem que coração, cérebro e muitos outros órgãos exerçam suas funções adequadamente.
Uma área fina de tecido em meio da glândula, conhecido como o istmo, une os dois lóbulos da tiroide em cada lado. A tireoide utiliza o iodo para produzir os hormônios vitais, sendo que os principais são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Esses hormônios são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, ou seja, o conjunto de reações necessárias para assegurar todos os processos bioquímicos que ocorrem no nosso corpo.
A função da glândula tireoide é regulada por um mecanismo de auto controle que envolve o cérebro. Quando os níveis de hormônios da tiroide estão baixos, o hipotálamo, no cérebro, produz um hormônio conhecido como liberador de tirotropina (TRH), que faz com que a glândula pituitária (localizado na base do cérebro) libere o hormônio estimulador da tireoide (TSH).
Distúrbios nas funções tireoidianas ocorrem quando essa glândula pára de funcionar corretamente, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal. Uma vez que a glândula tireoide é controlada pela glândula pituitária no hipotálamo, distúrbios nestes tecidos também podem afetar a função da tireoide.
O TSH, sigla para Thyroid Stimulanting Hormone, ou Hormônio Estimulador da Tireoide, é um hormônio fabricado pela hipófise, uma glândula que fica no meio do cérebro, bem pequenininha, mas que controla o funcionamento de várias outras glândulas, entre elas os testiculos, ovários, as adrenais e a tireoide. Existe um sincronismo entre a produção de TSH e a tireoide semelhante ao funcionamento do termostato da geladeira, que liga e desliga automaticamente de acordo com a flutuação da temperatura interna do aparelho. Da mesma maneira, o TSH estimula a tireoide para produzir os hormônios T3 e T4 que, uma vez fabricados, inibem a produção de TSH.
Se a fabricação de hormônios pela tireoide for prejudicada por uma inflamação, por exemplo, haverá um aumento de TSH para tentar corrigir essa deficiência. Esse é o primeiro estágio de hipotireoidismo subclínico caracterizado pela manutenção do nível normal de hormônios da tireoide à custa da elevação do TSH.
Apenas 3% dos homens mas, 7,5% das mulheres abaixo dos 45 anos, 10% delas acima dos 45 anos e 20% acima dos 75 anos manifestam esse tipo de problema. Como se pode notar, as doenças de tireoide acomentem mais as mulheres do que os homens numa proporção de cinco, seis ou sete mulheres para cada homem.
Uma das substâncias fundamentais para a produção do hormônio da tireoide é o iodo presente na alimentação. Assim, se a pessoa vive numa zona onde haja carência de iodo, a tireoide não vai fabricar o hormônio e a hipófise vai estimulá-la para que supra essa deficiência. Resultado: crescimento do bócio, indicativo do aumento de volume da glândula.
Felizmente, com a obrigatoriedade da iodação do sal de cozinha, a ocorrência desses quadros de bócio endêmico diminuiram muito, mas ainda ocorrem em algumas regiões centrais quer do Brasil, quer da Europa.
O acompanhamento da doença é de longa duração e consiste na reposição hormonal da tiroxina (T4), feita por meio de comprimidos de reposição sintética do hormônio. Todavia, a eficácia da terapia oral depende, principalmente de dois fatores: o jejum de uma hora após a ingestão do comprimido e o retorno periódico do paciente ao médico para avaliação e, caso necessário, ajuste de dose.
Alguns distúrbios da tireoide comuns são:
– Bócio
– Bócio congênito
– Bócio nodular tóxico
– Câncer da tireoide
– Carcinoma anaplasico da tireoide
– Carcinoma da tireoide medular
– Carcinoma papilar da tireoide
– Hipertireoidismo
– Hipotireoidismo
– Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
– Tireoide silenciosa (sem dor)
– Tireoide subaguda
– Tireoidite crônica ou autoimune – doença de Hashimoto

Os sintomas de hipertireoidismo, em que o corpo produz muitos hormônios da tireoide, podem incluir:
– Perda de peso
– Aumento do apetite
– Aumento da frequência cardíaca, palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, nervosismo e transpiração excessiva
– Evacuações mais frequentes, às vezes com diarreia
– Fraqueza muscular, mãos trêmulas
– Desenvolvimento de bócio (aumento do volume do pescoço – “papo”)
– Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade
Os sintomas de hipotireoidismo, em que o corpo produz menor quantidade de hormônios tireoidianos, podem incluir:
– Letargia, processos mentais mais lentos ou depressão
– Frequência cardíaca reduzida
– Aumento da sensibilidade ao frio
– Formigamento ou dormência nas mãos
– Desenvolvimento de bócio
– Prisão de ventre
– Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade
– Pele e cabelo secos
– Unhas quebradiças
Tireoidite subaguda:
– Leve dor na glândula tireoide
– Tireoide sensível ao toque
– Dor ou desconforto ao engolir ou virar a cabeça
– Apresentar esses sintomas pouco depois de uma infecção viral, tais como da gripe ou sarampo
Nódulos Benignos ou malignos:
– Presença de deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide
– Alteração da mobilidade da glândula à deglutição
– Sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de inicio abrupto
– Por isso a necessidade do autoexame de forma regular.
Apenas 5% dos nódulos tireoidianos são palpáveis no exame clínico, número que cresce muito se o ultrassom for utilizado. Só para ter uma ideia da frequência com que ocorrem no sexo feminino, mulheres com mais de 40 anos têm cerca de 40% de probabilidade de apresentar nódulos na tireoide; acima dos 50 anos, esse número sobe para 50% e depois dos 70 anos, praticamente 90% delas têm nódulos na tireoide, que podem estar localizados superficial ou profundamente. É claro que um nódulo superficial, mesmo que pequeno, pode ser palpado mais facilmente do que outro de dimensões maiores, porém mais profundo. Por isso, o exame com ultrassom fez com que o número de casos diagnosticados aumentasse muito.
Apenas de 15% a 20% dos nódulos de tireoide são malignos. Não é um índice desprezível, concordo. No entanto, quando se fala em câncer, faz muita diferença ser um câncer de pâncreas ou de tireoide. A agressividade do câncer de tireoide é, em geral, muito baixa, tanto que cerca de 5% da população que morreu de gripe, infarto, dengue ou atropelada, quando submetidos à autopsia, apresentam nódulos malignos assintomáticos na tireoide.
Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é importante acrescentar aos exames de rotina a dosagem dos hormônios tireoidianos e TSH. Além da história médica completa e exame físico, exames especializados são usados para diagnosticar distúrbios da tireoide:
– Cintilografia de tireoide
– Exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e TSH
– Exames de imagem para investigar o tamanho e a presença de nódulos na tireoide
– Biópsia e Punção aspirativa por agulha fina
É importante destacar a existência de um mito folclórico, segundo o qual as pessoas obesas não conseguem emagrecer por causa de problemas na tireoide. Isso não é verdade. O porcentual de hipotireoidismo subclínico é alto, mas ele não leva à obesidade. Embora o metabolismo fique mais lento, a pessoa come menos, pois sente menos fome. Seu peso aumenta, porque ela incha e forma o que chamamos de mixedema. Em vista disso, o tratamento para combater a obesidade com hormônios de tireoide deve ser rigorosamente condenado.
O tratamento da doença de tireoide depende do tipo de disfunção. Pode incluir apenas acompanhamento clínico, bem como o uso de medicamentos de forma contínua, iodoterapia ou cirurgia.

 

Biografia:

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Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e socialmente necessárias contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.

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