Saúde

Colesterol alto nas crianças

O colesterol é um inimigo silencioso pois não apresenta sintomas em crianças e adolescentes, e é aí que mora o grande perigo. Se não detectado precocemente, acarretará outros problemas no futuro, como doenças cardíacas e pressão alta. E essa preocupação tem um motivo sério: segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 30% das crianças apresentam esse problema, ou seja, uma em cada três pessoas com menos de 12 anos sofrem silenciosamente de problemas decorrentes de colesterol alto não detectado.

Hoje se sabe que o colesterol alto não atinge apenas adultos, mas também pode estar presente em crianças ou adolescentes. O problema é quando esse desbalanço acontece ainda na infância, pois o risco de sofrer infarto ou AVC na vida adulta aumenta. De acordo com Gabriela Ramalho, cardiologista do Hospital Sírio Libanês, geralmente o colesterol alto acontece por causa de hábitos ruins ou da hereditariedade.
O colesterol bom é aquele que limpa as artérias e evita a formação de placas ateromatosas, já o colesterol ruim é aquele que se deposita justamente nessas placas, entupindo as artérias e gerando risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais, dentre outros problemas.
O caminho do colesterol no corpo humano é muito inteligente. Ele é produzido no fígado e no intestino, vai para a circulação sanguínea e outros órgãos como o coração, os músculos, os rins, o cérebro retiram esse colesterol circulante e o utilizam como forma de alimento. Portanto o colesterol é muito importante para o corpo humano, o problema está no excesso.
É importante ressaltar que existem crianças não obesas, com bons hábitos alimentares e mesmo assim ainda tem colesterol alto. Tais crianças já nasceram com um defeitinho metabólico que provoca acúmulo de colesterol e esse defeitinho vai acompanhar essa criança pela vida toda.
O colesterol é um inimigo silencioso pois não apresenta sintomas em crianças e adolescentes, e é aí que mora o grande perigo. Se não detectado precocemente, acarretará outros problemas no futuro, como doenças cardíacas e pressão alta. E essa preocupação tem um motivo sério: segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 30% das crianças apresentam esse problema, ou seja, uma em cada três pessoas com menos de 12 anos sofrem silenciosamente de problemas decorrentes de colesterol alto não detectado.
“Geralmente é feito um exame de colesterol em todas as crianças a partir dos nove ou dez anos de idade. Em crianças obesas, com histórico familiar de doença cardíaca ou de hipercolesterolemia familiar, esse exame deve ser feito antes, entre dois e oito anos de idade”, explica a cardiologista.
Quando a criança tem colesterol alto, a primeira medida a ser tomada é a mudança de hábitos. “A criança tem de ser alimentada de forma adequada desde bebê. Deve ser acostumada com frutas, verduras, carboidratos e carnes na medida certa”, recomenda Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra membro da Academia Americana de Pediatria.
Trocas saudáveis são necessárias, comece com o café da manhã, oferecendo alimentos com fibras, que ajudam na redução do colesterol. Sirva pão integral e polvilhe uma colher de sopa de aveia no iogurte ou nas frutas picadas. No caso do leite, troque o integral pelo desnatado, com menos gordura. Para beber, dê suco de uva natural, que conta com o resveratrol, uma substância antioxidante e que atua na redução do colesterol.
Também é preciso inserir na dieta da criança peixes ricos em ômega-3, reduzir a ingestão de alimentos ricos em colesterol e gorduras saturadas.
Adicione oleaginosas como castanhas e nozes, que são fontes de gordura monoinsaturada (boa) e ótimas para o organismo, em sucos ou ofereça-as como sobremesa.
Se depois de três meses de mudança de hábitos a criança continuar com o colesterol alto, é preciso investigar mais a fundo qual a razão, pois pode ser a hipercolesterolemia familiar, um fator genético que mantém os níveis de colesterol altos. Para isso, um médico cardiologista saberá indicar o melhor tratamento, que pode inclusive envolver medicação.

Veja abaixo algumas dicas para afastar o risco de colesterol alto em crianças:
– Incentive hábitos saudáveis
– Não faça frituras em casa
– Não ofereça alimentos industrializados ricos em gorduras trans
– Retire as gorduras visíveis das carnes ou a pele de aves
– Deixe frutas em um local de fácil acesso à criança;
– Ofereça mais verduras nas refeições principais;
– Estimule a prática de atividades físicas
– Limite o tempo que a criança fica assistindo à TV
– Dê exemplo em casa, tendo uma vida ativa e se alimentando de forma adequada

É importante ressaltar que o colesterol alto em crianças pode estar presente mesmo que não haja histórico na família. Então, independente de casos familiares, devemos sempre estar atentos a este mal e, com a saúde em geral de nossos filhos. Por isso, incentive-os a praticar esportes, comer alimentos saudáveis e, principalmente, evitar hábitos que não sejam valiosos para sua vida.

Biografia:

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Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e socialmente necessárias contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida

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