Saúde

Litíase renal

Ocorrem mais frequentemente em homens do que em mulheres e aparecem, no geral, entre 20 e 30 anos. Os pacientes tendem a experienciar recidivas. Sem tratamento preventivo, até 70% dos pacientes que tiveram pedra no rim terão outro episódio semelhante. Ou porque não modificaram adequadamente seus hábitos alimentares ou porque o tratamento não conseguiu eliminar completamente o cálculo, deixando resíduos que resultam em nova precipitação de cálculo.

A litíase renal, também chamado popularmente de cálculo ou pedra nos rins, é uma massa sólida composta por pequenos cristais que surgem no trato urinário trazendo dor intensa.
Não trata-se de uma doença única, mas sim a manifestação de diferentes doenças que têm em comum o aparecimento de cálculos no sistema urinário.
Aumento de cálcio, aumento de ácido úrico e diminuição de citrato na urina respondem pela grande maioria dos casos.
Ao todo, existem quatro tipos de cálculos renais. Eles são diferenciados por suas formações e suas características principais. O tipo mais comum são os cálculos de cálcio, mas também podem haver casos de cálculos de cistina, cálculos de estruvita e cálculos de ácido úrico.
Os rins funcionam como dois grande filtros do sangue. Além de água para formar a urina, eles retêm diversos elementos, como cálcio, ácido úrico e oxalato. Quando essas moléculas aparecem em grande quantidade e há pouco líquido para dissolvê-las, surgem cristais ou agregados que se avolumam e formam os cálculos. O tamanho deles varia, mas podem chegar a 2,5 centímetros.
Enquanto estão localizados nos rins, costumam passar despercebidos (assintomáticos) e podem permanecer assim por meses ou anos. A principal manifestação clínica da litíase renal é a cólica de rim, que ocorre quando um cálculo desprende-se do rim e se desloca pelo ureter, a caminho da bexiga. A crise, determinada pela migração do cálculo, é caracterizada por dor nas costas, que se irradia para a barriga (baixo ventre) e que pode estar associada a dor no local ou aparecimento de sangue na urina.
Na maioria dos casos, 85% das pessoas conseguem expelir as pedras naturalmente pela urina. Nos casos graves porém, alguns cálculos chegam a entupir os rins, causando a perda irreversível da função renal.
Ocorrem mais frequentemente em homens do que em mulheres e aparecem, no geral, entre 20 e 30 anos. Os pacientes tendem a experienciar recidivas. Sem tratamento preventivo, até 70% dos pacientes que tiveram pedra no rim terão outro episódio semelhante. Ou porque não modificaram adequadamente seus hábitos alimentares ou porque o tratamento não conseguiu eliminar completamente o cálculo, deixando resíduos que resultam em nova precipitação de cálculo.
A maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo é observar a coloração da urina: quanto mais transparente a urina estiver, melhor. A urina com aparência amarelada e escura dá sinais de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado e longe dos cálculos renais.

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Além de tratar a dor e garantir a hidratação, favorecendo a eliminação do cálculo, especialistas avaliarão se há necessidade de promover sua retirada por via cirúrgica. Realiza-se também uma investigação metabólica para identificar o distúrbio que está favorecendo seu aparecimento, buscando impedir a formação de novos cálculos.
Para diagnosticar o cálculo renal, é necessária a realização de exames de imagem da região das vias urinárias, como radiografia ou ultrassom abdominal, que são os exames mais comuns. Entretanto, o exame que pode mais facilmente identificar o cálculo renal é a tomografia computadorizada do abdômen, pois consegue obter imagens mais definidas da anatomia da região.
Além disso, durante uma crise de cólica renal, o médico também poderá solicitar exames como sumário de urina e dosagem da função renal, para detectar outras alterações como algum prejuízo ao funcionamento dos rins ou presença de infecção, por exemplo.
Os principais fatores de risco conhecidos são:
* Baixa ingestão de líquidos;
* Dieta pobre em cálcio e com excesso de proteínas;
* História anterior pessoal ou familiar de cálculo renal;
* Obesidade;
* Hipertensão;
* Diabetes;
* Idade entre 20 e 50 anos;
* Excesso de eliminação de cálcio pelos rins.

A litíase renal é o produto final de um fenômeno físico-químico complexo que culmina com agregação de cristais na urina. A maior parte dos cálculos renais contém cálcio (80%), mas podem ainda ser de ácido úrico (5-10%), associado a infecções (5-10%), de cistina (1%), e outros mais raros (1%).
O cálculo renal provém de uma predisposição genética mas acima de tudo de fatores ambientais. No brasileiro, a baixa ingestão hídrica e o cálcio elevado na urina são os principais fatores que levam à formação dos cálculos. A urina literalmente concentrada favorece a agregação dos cristais que se precipitam na forma da litíase renal. A alimentação inadequada e distúrbios metabólicos também influem na formação dos cálculos, mas devem ser abordados por um urologista especialista na área. Nenhuma restrição alimentar deve ser adotada antes disso.

Alguns fatores são considerados de risco, pois contribuem para o surgimento do cálculo renal:
* Histórico familiar: se alguém da sua família já teve pedra nos rins, as chances de você desenvolvê-las também são maiores. Agora, se você já apresentou a doença alguma vez, as chances de você desenvolver mais uma vez também são altas
* Adultos acima dos 40 anos são mais propensos a desenvolver pedra nos rins do que pessoas mais jovens. No entanto, o problema pode ocorrer em qualquer idade
* Homens são mais suscetíveis aos cálculos renais do que mulheres
* Deixar de beber a quantidade de água indicada todos os dias aumenta os riscos de desenvolver pedras nos rins. Neste sentido, pessoas que vivem em regiões quentes ou que suem muito estão dentro do grupo de risco
* Dietas ricas em proteína, sódio (sal) ou açúcar também são consideradas fatores de risco. A presença exacerbada de sal na dieta aumenta a quantidade de cálcio que os rins deverão filtrar, o que consequentemente leva a um risco maior do surgimento de cálculos renais
* Pessoas com obesidade também possuem maior risco de apresentar pedra nos rins
* Doenças do trato digestivo, como inflamação gastrointestinal e diarreia crônica, cirurgias como a de bypass gástrico podem causar mudanças no processo de digestão que afetam diretamente na absorção de cálcio e água aumentando as chances de formação de substâncias capazes de levar à formação de pedras
* Outras doenças, como acidose, lesões renais tubulares, cistinúria, hiperparatireoidismo, doenças no trato urinário e alguns medicamentos também podem aumentar os riscos de cálculo renal.

Os cálculos renais são perigosos e oferecem riscos à saúde renal e à vida do paciente, o conhecimento a respeito dos mesmos é necessário para melhor diagnóstico e tratamento para evitando problemas sérios. Se você faz parte do grupo de risco ou já apresentou litíase, procure o urologista e faça um acompanhamento cuidadoso da saúde dos seus rins.

Biografia:

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Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e socialmente necessárias contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.

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