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PROPOSTA ESTABELECE A PARTICIPAÇÃO OBRIGATÓRIA DE PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGOS E ASSISTENTES SOCIAIS NAS ESCOLAS ESTADUAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO-Profª Pamela Sousa de Araújo

Professora Pamela Souza de Araujo traz informações a respeito da proposta que estabelece a participação obrigatória de psicólogos,psicopedagogos e assistentes sociais nas escolas Estaduais do Estado de São Paulo.Excelente artigo,vamos conferir!

Professora Pamela Souza de Araujo traz informações a respeito da proposta que estabelece a participação obrigatória de psicólogos,psicopedagogos e assistentes sociais nas escolas Estaduais do Estado de São Paulo.Excelente artigo,vamos conferir!

Nesta terça-feira (02/04/2019), foi divulgado no Diário Oficial do Poder Legislativo do Estado de São Paulo” o projeto de lei Nº 326 que dispõe sobre a implantação de serviços de psicologia e assistente social nas escolas da Rede Pública Estadual e institui a Lei E. E. Professor Raul Brasil de Suzano.

O projeto foi apresentado pelo Deputado Estadual Márcio Nakashima (PDT), que iniciou a carreira pública em 2004, quando foi eleito vereador da cidade paulista de Piracaia, interior de São Paulo. Ele ficou conhecido em 2010 quando teve sua carreira marcada pela morte trágica de sua irmã Mércia Nakashima, vítima de feminicídio cometido pelo ex-namorado e hoje condenado Mizael Bispo. Desde então, o vereador luta por leis que contribuam pela diminuição da violência.

Escrito de maneira clara e objetiva, a proposta conta com sete artigos e uma justificativa baseada em fatos e estatísticas sobre a educação brasileira e as violências que cercam a vida de jovens estudantes, além dos transtornos psicológicos que afetam professores e alunos no cotidiano escolar.

O casos de Realengo em 2011 e da Escola Estadual Raul Brasil em março deste ano, são ressaltados no documento como uma das justificativas para a implementação desta lei, já que os casos de bullying e transtornos psicológicos como: depressão, hiperatividade, comportamentos agressivos e outras formas de distúrbios, são os grandes fatores que contribuem para tristes episódios como este e tantos outros.

O projeto tem atenção especial para o caso de suicídios entre os jovens, pois este ato na maioria das vezes é o resultado da depressão e do bullying sofridos ou praticados na fase escolar. Veja o as estáticas do ministério da saúde sobre os dados gerais e alarmantes no ano de 2015:

Fonte:www.hojeemdia.com.br

Segundo os dados da proposta o trabalho dos psicólogos e psicopedagogos acontecerão de maneira obrigatória e preventiva pelo seguinte objetivo:

“Este projeto de lei tem como objetivo obrigar a presença de profissionais de psicologia, psicopedagogia e assistência social no seio escolar. Estes profissionais poderão identificar alunos com possíveis distúrbios de comportamentos, com o auxílio dos professores, promover o seu tratamento. Visa também promover o acolhimento aos professores e demais profissionais da educação, pois é notório que a maior causa de afastamento e licenças destes profissionais decorrem de problemas relacionados a transtornos psicológicos, chegando a 28% dos casos. Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, ocorrido em 2017 apontam que 71% destes profissionais deixaram de trabalhar após episódios que desencadearam problemas psicológicos ou psiquiátricos.Já o assistente social terá a função de promover o atendimento fora no núcleo escolar dos alunos atendidos e aos seus familiares, podendo, inclusive, acionar demais órgãos de atendimento conforme suas necessidades.” (PROJETO DE LEI Nº 326, DE 2019)

Artista plástico faz homenagem às vitimas do atentado na Escola Raul Brasil em São Paulo com grafite no muro da escola.

Fonte: http://www.metrojornal.com.br

SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 326, DE 2019: PONTOS DE DESTAQUE.

A Lei acontecerá primeiramente nas escolas estaduais do Estado de São Paulo e tem um ano para entrar e vigor de acordo com os tramites judiciais. Os atendimentos aos alunos e aos familiares acontecerão em salas especializadas dentro da unidade escolar em horário oposto ao das aulas, ressalva aos casos que necessitam de um acompanhamento especial após a análise feita pela psicóloga (o) ou psicopedagoga (o).

A primeira etapa para a realização do trabalho de acompanhamento será realizado pelo profissional da educação (professor), que irá observar o auno e detectar se este sofre ou pratica bullying, além de transtornos que atrapalhem o rendimento escolar. Verificado e reatado, o caso deverá ser analisado pela coordenação de ensino e o aluno será encaminhado para o atendimento psicológico. O professor que estiver de licença também poderá receber este tipo de assistência caso seja necessária após o laudo especifico.

Outro ponto interessante deste projeto é a inclusão das famílias no atendimento quando solicitado pelos psicólogos, já que a grande maioria dos alunos que praticam o bullying com seus colegas apresentam um seio familiar com violências ou falta de diálogo. Visto que alguns casos são extremos e necessitam de outras políticas públicas, o trabalho do Assistente Social é solicitado e a família será acompanhada. Os pais também terão direito a uma cópia do laudo psicológico de seus filhos a cada atendimento.

O texto apresenta no decorrer dos parágrafos que este não será um gasto para a educação, mas, um investimento para a parceria harmoniosa entre alunos e professores e o aumento de medidas que diminuam os casos de violência, álcool e drogas entre os jovens e promovam a cultura de paz nos ambientes escolares. Ao zelar também pela saúde mental dos professores contará com uma diminuição significativa de afastamentos médicos ao longo do ano letivo.

Esta lei “acende” uma chama de esperança entre os docentes e alunos para uma educação de qualidade, que tantos almejam, porém torna-se uma utopia e “conto de fadas” a cada erro politico e olhos vendados para a situação atual. Alunos não são apenas números, mas histórias a serem ouvidas. Professores não são apenas divulgadores de conhecimento, mas trabalhos a serem valorizados, cultivados e respeitados.Esta força motriz, aluno e professor, merece ser nutrida com leis como estas e tantas outras que ainda estão no papel.

leia na Integra PROJETO DE LEI Nº 326, DE 2019

Biografia :

Pamela Sousa de Araújo

Blog: https://atma-36.webnode.com/



Facebook: Pam Sousa
Instagram: @apamsousa
Email: pamelaaraujosousaa@gmail.com

Nascida em São José dos Campos interior de São Paulo no dia 18 de fevereiro de 1995, sempre fui apaixonada pela educação e participei de grêmios estudantis no ensino fundamental e médio.

Sou Licenciada em Língua Portuguesa pela Universidade Paulista em São José dos Campos e atualmente estou cursando a pós-graduação Lato Sensu em Docência na Educação Básica pelo Instituto Federal de São Paulo. Meu projeto final consiste na vinculação de Schopenhauer ao ensino. Também, de forma autônoma, estudo as bases da pedagogia Waldorf.

Atuei como professora de Língua Portuguesa no ensino fundamental e descobri minha verdadeira e única vocação: lecionar. Jovens mentes esperando o conhecimento e ensinando tudo aquilo que sabem e descobriram em suas vidas até aqui é uma troca belíssima dessa profissão. Aprendemos mais do que ensinamos e isto é um fato do cotidiano em sala de aula.
Pesquisando sobre Schopenhauer e a Pedagogia Waldorf

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.”

Paulo Freire

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