Saúde

Lúpus Eritematoso Sistêmico

Lúpus é uma doença inflamatória de origem autoimune que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos tais como pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos, causando sintomas como fadiga, febre e dor nas articulações. Seu nome completo é lúpus eritematoso sistêmico (LES).

Já ouviu falar de Lúpus? Lúpus é uma doença inflamatória de origem autoimune que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos tais como pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos, causando sintomas como fadiga, febre e dor nas articulações. Seu nome completo é lúpus eritematoso sistêmico (LES).
E, você sabe o que são doenças autoimunes? Uma doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Sim, uma doença autoimune é desencadeada pelo desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente àquele que deveria proteger a pessoa contra o ataque de agentes patogênicos. Trata-se de uma auto-agressão que provoca lesões nos diferentes tecidos do corpo humano. Esse defeito genético se deve a um conjunto de genes e, como a herança provém 50% de cada um dos pais, ela não passa em sua integridade aos filhos.

Mesmo assim, os descendentes dos portadores do lúpus podem ter alguns sinais clínicos da doença ou apresentar outro tipo de doença auto-imune.
Não é uma doença contagiosa, infecciosa ou maligna e, é caracterizada por períodos de crise que podem durar semanas, meses ou anos, intercalados por períodos sem qualquer tipo de sintomas. Algumas pessoas nunca desenvolverão complicações severas. Dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas, o lúpus é uma das mais importantes.
As causas das doenças autoimunes ainda não são conhecidas. Estudos recentes mostram que fatores genéticos e ambientais estão envolvidos no aparecimento das crises lúpicas.

Entre as causas externas, destacam-se a exposição ao sol, o uso de alguns medicamentos, certos tipos de vírus e bactérias e, o hormônio estrógeno, o que pode justificar o fato de a doença acometer mais as mulheres em idade fértil do que os homens. Seus sintomas podem aparecer e desaparecer continuamente.
No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus. Já é sabido que afeta mais as mulheres que os homens e, mais adultos jovens que crianças e idosos.
O lúpus eritematoso pode se manifestar de formas diferentes. Os sintomas dependem basicamente do órgão afetado. Os mais frequentes são: febre, manchas na pele, vermelhidão no nariz e nas faces em forma de asa de borboleta, fotossensibilidade, feridinhas recorrentes na boca e no nariz, dores articulares, fadiga, falta de ar, taquicardia, tosse seca, dor de cabeça, convulsões, anemia, problemas hematológicos, renais, cardíacos e pulmonares. Geralmente o diagnóstico depende da comprovação da agressão ao órgão afetado pelo lúpus e de exames laboratoriais.
O American College of Rheumatology estabeleceu onze critérios para o diagnóstico do lúpus.

A manifestação simultânea de pelo menos quatro deles caracteriza a doença:

  • Pequenas feridas recorrentes na boca e no nariz
  • Manchas na pele, especialmente quando exposta ao sol
  • Lesão avermelhada e descamativa com o formato de asa de borboleta, que surge nas laterais do nariz e prolonga-se horizontalmente pelas faces
  • Fotossensibilidade
  • Artrite – dor articular assimétrica e itinerante, especialmente nos membros superiores e inferiores
  • Lesão renal, que evolui rapidamente para insuficiência renal progressiva
  • Lesão cerebral – convulsão ( muitas vezes atribuída a outra doença neurológica ), ansiedade, psicose e depressão
  • Serosite – inflamação da membrana que recobre externamente os pulmões e o coração
  • Anormalidades hematológicas ou penias
  • Anormalidades imunológicas
  • Fator antinúcleo (FAN) positivo

Existem recursos terapêuticos que ajudam a controlar as crises e a evolução da doença.

Os corticoides modernos apresentam menos efeitos colaterais e a ciclofosfomida, imunossupressor usado nos transplantes, tem-se mostrado eficaz para controlar a formação dos complexos imunes.
Como a doença ocorre por predisposição genética, não há medidas específicas que previnam seu surgimento. Porém, o diagnóstico e início do tratamento realizados de forma precoce levam a menor dano no organismo.
Algumas recomendações são de extrema importância a pacientes lúpicos:

  • Devem evitar a exposição ao sol e usar protetores solares o dia todo
  • Os anticoncepcionais são contraindicados, porque o aumento dos níveis de estrógeno pode desencadear surtos da doença
  • Portadoras da doença que desejam engravidar devem seguir rigorosamente a orientação medica e dar preferência aos períodos de remissão das crises
  • O consumo de álcool, cigarro e outras drogas é absolutamente contraindicado
  • Respeitadas as limitações que possam ocorrer durante as crises, a atividade física deve ser mantida com regularidade

 

Não existem maneiras conhecidas de impedir o aparecimento do Lúpus mas, quanto mais cedo ele é flagrado, mais fácil fica de frear sua progressão e seus sintomas.
Trata-se de uma doença crônica em que é importante o tratamento e monitoramento contínuo para avaliar a atividade da doença.
É importante salientar que os métodos de tratamento atuais e, os avanços alcançados nas pesquisas têm permitido uma melhora significativa na qualidade de vida dessas pessoas.

 

Biografia

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Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e socialmente necessárias contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida

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