Saúde

Aedes Aegypti: dengue, zika, chicungunya e febre amarela

A Dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo. A recomendação é não descuidar da saúde e cuidados com a higiene de sua casa nenhum dia do ano e, manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos.

A Dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.

Dengue, zika e chikungunya são vírus transmitidos pela picada do mosquito Aedes Aegypti infectado. As três podem trazer graves consequências quando entram em contato com os seres humanos.

O Ministério da saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, a mobilização pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré.
Apenas no ano de 2015 foram registrados 2.975 casos suspeitos de microcefalia, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde naquele ano, sendo que uma das principais suspeitas é que o surto esteja relacionado à infecção pelo zika vírus durante a gravidez. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, entre os anos de 2010 e 2014 foram registrados um total de 781 casos em todo país.

Em relação à contaminação pela dengue os números também são alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil apresentou índice recorde de 1.6 milhão de pessoas infectadas pela doença em 2015. O número é o maior já registrado desde os anos 90.

As altas estatísticas de contaminação pelo Aedes aegypti se dão, entre muitos fatores, por ele ser um mosquito doméstico, que se aloja dentro ou próximo a domicílios, principalmente em áreas urbanas e locais com alta densidade populacional.

A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Os surtos de contaminação costumam acontecer no verão, devido à elevação de temperatura e intensidade de chuvas – que possibilita e proliferação do mosquito. Diante da periculosidade que o mosquito apresenta, diversas cidades brasileiras decretam estado de alerta contra o Aedes aegypti.

A transmissão dos vírus é sempre feita pela fêmea. O ciclo começa no momento em que ela deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias.
O Aedes aegypti torna-se um vetor de contaminação depois de picar alguém que já foi infectado com o vírus da dengue, zika ou chikungunya. É importante ressaltar que o mosquito pode transportar os respectivos vírus por toda a sua vida. Por isso é de grande importância que a pessoa que está no período de tratamento de dengue, zika e chikungunya se proteja para não ter contato com o mosquito novamente, sob o risco de desenvolver um processo hemorrágico.
Depois que a pessoa é picada pelo mosquito que transporta os vírus, ela demora entre três a 15 dias para manifestar os sintomas, sendo mais comum entre o quinto e sexto dia.

No caso da chikungunya de dois a 12 dias ( mais comum de cinco a seis dias ) após a picada, e no Zika de três a 12 dias.

Em comum, além de serem transmitidas pela picada do mesmo mosquito, as doenças aparecem em fases agudas, podem dar mal-estar, dores pelo corpo e de cabeça, e febre.

Entre as diferenças, a dor de cabeça costuma ser mais intensa na dengue, enquanto a dor nas articulações é mais intensa na chikungunya e o zika raramente apresenta febre ou outros sintomas mais característicos. A infecção pelo zika costuma apresentar também um quadro de conjuntivite em cerca de metade das pessoas, a vermelhidão no corpo costuma coçar e ela pode causar um aumento dos gânglios, sinais que não estão presentes nas outras duas.

Apesar de todas as doenças causarem cansaço e dor no corpo, no caso da chikungunya, a dor nas articulações é incapacitante e também pode causar inchaço. Sendo assim, a pessoa não consegue fazer as suas atividades diárias.

Para estabelecer se o paciente está com zika, dengue ou chikungunya, além de analisar os sintomas, o médico pode solicitar exames para confirmar o diagnóstico: hemograma ou a sorologia.

No caso da dengue, o médico pedirá o monitoramento do hemograma do paciente, uma vez que esta doença pode causar complicações graves e até o óbito. As pessoas que apresentam alguma alteração no hemograma são mantidas no mínimo em observação com hidratação endovenosa. Os casos mais simples podem ser tratados em casa, enquanto os mais graves permanecem internados em observação. Este tipo de suporte não é necessário para os outros dois vírus, pois as manifestações clínicas deles são mais brandas e é raro que haja óbito, ao contrário da dengue.

Apesar do zika vírus ser o mais brando do ponto de vista do quadro clínico, ele é o que demanda maior atenção no caso das gestantes, uma vez que já foi confirmada a sua relação com problemas de desenvolvimento fetal – microcefalia. Infelizmente, ainda não há nenhuma conduta específica para tratar esta mãe e proteger o feto.

O chikungunya, que tem os sintomas mais marcantes entre as três infecções, pode levar o maior tempo para que eles cheguem ao fim. Talvez seja necessário o uso de uma maior quantidade de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e até corticoides para conter a atividade inflamatória e a dor e, além disso, já há relatos que a mesma infecção, depois de resolvidos os sintomas, pode voltar a se reativar, causando os mesmos sintomas novamente, o que não acontece para a dengue e o zika.

Há mais de 30 anos o Brasil vive uma epidemia de dengue que parece não ter fim. Como se não bastasse, o país viu o surgimento do zika vírus e chikungunya, duas novas doenças transmitidas pelo mesmo mosquito da dengue, que se transformaram em verdadeiras ameaças à saúde da população.

Um outro problema vem assustando os brasileiros: o surto de febre amarela, doença que há 10 anos não provocava vítimas no pais.

É uma doença infecciosa que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. A febre amarela apresenta dois ciclos: a silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, e a urbana, transmitida pelo Aedes aegypti.

A febre amarela silvestre é transmitida através da picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando um desses mosquitos pica um macaco doente (o animal é o principal hospedeiro do vírus da febre amarela), ele torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem.
Já a febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, caso ele tenha picado anteriormente uma pessoa infectada pelo vírus.

A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença. No entanto, pessoas que pretendem visitar áreas rurais ou indicativa de casos devem se vacinar dez dias antes do deslocamento.

A vacina pode ser administrada à partir dos 9 meses de idade, porém, em situações de emergência, a imunização poderá ser feita a partir dos 6 meses.

Embora exista vacina contra a dengue, pesquisas sugeriram que o imunizante, o único disponível no mundo contra essa doença, pode causar problemas a quem nunca foi infectado pelo vírus. Sendo assim, o órgão regulatório optou por restringir seu uso. Desta forma, a vacina é contraindicada em indivíduos que nunca tiveram dengue.

Esta contraindicação não diminui a relevância da vacina, pois levantamentos mostram grande efetividade do produto na prevenção de uma segunda infecção. E, nessa situação, também atestam uma redução nos casos graves e nas hospitalizações.

A Anvisa aprova apenas três princípios ativos de repelentes contra o Aedes aegypti, o que os diferencia é o tempo de ação.

Veja quais são:
IR3535: 4h

DEET: 6h-8h (com concentração de 20%)

ICARIDINA: 10h

É importante que as mulheres grávidas apliquem diariamente repelentes nas áreas mais expostas do corpo.

A recomendação é não descuidar da saúde e cuidados com a higiene de sua casa nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos.

Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção.

Faça a sua parte.

 

Biografia

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Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.

Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e socialmente necessárias contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.


 

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