Fiz e Aprendi!

Primeiro dia de aula,dica de acolhida. ” Uma ideia toda Azul” -Marina Colasanti

Mantenha o seu foco no melhor que você possa imaginar e permita que uma visão positiva o impulsione para frente!!! Jack Anderson

Inicio das aulas é muito empolgante para o professor e o aluno,assim é necessário construir um relacionamento saudável para que o ano letivo seja saudável,alimentar este ambiente não é uma tarefa fácil ,é um efeito “formiguinha”,ou seja,um dia por vez…

Inteligência,criatividade,pró-atividade,liderança e perseverança são fatores determinantes da realização pessoal e profissional.
Estimula-lo e preparar para enfrentar um mundo que se modifica em instantes são as metas prioritárias para o Professor .

Resoluções sucedem-se em todas as áreas e campos de atuação.Surgem novos problemas que necessitam urgentemente de solução.Então,é preciso de inteligencia para discriminar as questões essenciais.Liderança para enfrentá-las,criatividade para encontrar as soluções e persistência para nunca desistir perante as dificuldades.
A missão do Professor é despertar um senso critico e espirito questionador,como base para um “cidadão” independente e responsável, tanto na vida como em sua carreira profissional.

Pensando nisso lembrei de uma dinâmica que utilizei para minhas turmas de fundamental II,porém ela é adaptável para qualquer grupo de pessoas.

Desenvolvimento:sem título

  • Entreguei para cada aluno uma cópia do conto e um molde da lâmpada,fizemos a leitura compartilhada .
  • Dividimos em pequenos grupos onde elaboraram um cartaz com suas ideias e as apresentaram para os demais ,colocando objetivos e metas.
  • Destaquei a importância de sermos perseverante e focados naquilo que buscamos.
  • Tirei uma foto com a Turma para compor o pequeno mural e enaltecer o nosso relacionamento.

Dowload: conto uma ideia toda azul

Conto: Uma ideia toda azul

Marina Colasanti

Um dia o rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda e, tão maravilhado ficou com aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim, correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos, encontrando-a sempre com alegria, linda ideia dele toda azul.

        Brincaram até o rei adormecer encostado numa árvore.

        Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém. Bastaria esse alguém pegá-la e levá-la. É tão fácil roubar uma ideia! Quem jamais saberia que já tinha dono?

        Com a ideia escondida debaixo do manto, o rei voltou para o castelo. Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, ele saiu dos seus aposentos, atravessou salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao corredor das salas do tempo. Portas fechadas e o silêncio. Que sala escolher?

        Diante de cada porta o rei parava, pensava e seguia adiante. Até chegar à sala do sono. Abriu. Na sala acolchoada, os pés do rei afundavam até o tornozelo, o olhar se embaraçava em gases, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre igual. O rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou a porta.

        A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela.

        O tempo correu seus anos. Ideias o rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a verdade. Apenas sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade de brincar nos jardins.

        Só os ministros viam a velhice do rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto.

        Posta a coroa sobre a almofada, o rei logo levou a mão à corrente.

        Ninguém mais se ocupa de mim – dizia, atravessando salões, descendo escadas a caminho da sala do tempo. Ninguém mais me olha – dizia. Agora, posso buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.

        Abriu a porta, levantou o cortinado.

        Na cama de marfim, a ideia dormia azul como naquele dia.

        Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o rei não era mais o rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na sala do sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.

        Sentado na beira da cama o rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza.

        Depois, baixou o cortinado e, deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a porta.

        Moral: ideia não é para ficar adormecida, mas para ser realizada, sob pena de se perder.

                            Extraído da obra de mesmo nome, Editora Global.

Espero que tenham gostado,que tal compartilhar suas expêriencias conosco,será um prazer! deixe seu comentário.

um Abraço!

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