Saúde

Herpes-zóster

Você sabe o que é o herpes-zóster? Uma a cada três pessoas terá herpes zóster durante a vida. No Brasil, a cada ano, registram-se cerca de 10.000 hospitalizações no SUS por varicela e herpes zóster. A taxa de mortalidade por complicações em adultos aumenta a partir dos 50 anos de idade.

Você sabe o que é o herpes-zóster? É uma infecção viral capaz de provocar bolhas na pele e dor intensa. Ele pode acometer qualquer região, mas é mais comum no tronco e no rosto. As lesões, geralmente, se manifestam na forma de uma faixa em um dos lados do corpo.

O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pelo mesmo vírus da catapora. Após desenvolver catapora, o que normalmente acontece na infância, o vírus permanece adormecido no sistema nervoso ao longo da medula espinhal do indivíduo. Quando há queda da imunidade, pode ocorrer a reativação do vírus e o desenvolvimento do herpes-zóster.

Uma a cada três pessoas terá herpes zóster durante a vida. No Brasil, a cada ano, registram-se cerca de 10.000 hospitalizações no SUS por varicela e herpes zóster. A taxa de mortalidade por complicações em adultos aumenta a partir dos 50 anos de idade.

Até 2 semanas antes do aparecimento das vesículas bolhosas na pele, podem ocorrer sintomas inespecíficos como mal-estar, dor localizado em um dos lados do corpo, ardência e perda da sensibilidade. Uma área vermelha bem delimitada, com pequenas bolhas, surge então no local da dor, principalmente na região do tórax, abdômen e rosto, permanecendo de 7 à 10 dias. Após as bolhas romperem-se, fundem-se, secam e formam crostas. O quadro completo dura cerca de 1 mês.

O principal sintoma em adultos é a dor intensa na extensão do nervo da medula espinhal até a pele, que pode permanecer mesmo após a cura das lesões da pele. É a chamada nevralgia pós-herpética. Na maioria das vezes essa nevralgia se resolve nos primeiros 3 meses, mas em alguns casos pode persistir por anos.

A incidência e o nível de gravidade do herpes-zóster, bem como a frequência e o nível de gravidade de suas complicações aumentam drasticamente com a idade – dois terços dos casos ocorrem em pessoas com mais de 50 anos.

A dor associada ao herpes-zóster pode perturbar o sono, o humor, o trabalho e as atividades cotidianas, impactando negativamente na qualidade de vida levando ao distanciamento social e à depressão.

Para o tratamento do episódio de herpes-zóster são utilizados alguns grupos de medicamentos: antivirais, na tentativa de diminuir o tempo, a gravidade e suas complicações; analgésicos para reduzir a dor e, corticosteroides para reduzir o processo inflamatório. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico ou farmacêutico.

A vacina diminui as chances de se ter a doença, de apresentar neuralgia pós-herpética (NPH) e, induz à redução da dor aguda e crônica associada ao herpes-zóster, enquanto o tratamento precoce reduz a chance de complicações.

É bom deixar claro que o vírus que causa a varicela e o herpes-zóster não é o mesmo vírus responsável pelo herpes labial ou genital. São vírus de famílias diferentes, tendo em comum apenas o nome herpes.

Alguns fatores predispõe ao aparecimento do herpes-zóster:

⁃ Idade – A partir dos 50 anos. Quanto maior a idade maior é o risco, chegando a 50% de chances nos maiores de 85 anos

⁃ Doenças que debilitam o sistema imunológico, tais como HIV/AIDS

⁃ Tratamentos para imunossupressores (como câncer, por exemplo)

A única maneira de prevenir o herpes zóster é a vacinação. A vacina do herpes zóster está liberada para pessoas com 50 anos ou mais e é administrada em dose única, via subcutânea.

Crianças vacinadas contra a varicela também estarão se protegendo de um futuro risco de desenvolver o herpes zóster.

 

Biografia:

Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação. 
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e, socialmente necessárias, contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.

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