Saúde

A alimentação do diabético

O número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, de acordo com o Ministério da Saúde. Pessoas com a doença precisam tomar cuidado especialmente com a alimentação, para evitar picos de açúcar no sangue.

Diabetes é uma doença desenvolvida pela deficiência na produção da insulina, um hormônio produzido no pâncreas, que causa aumento da glicose ( açúcar ) na corrente sanguínea.

Estudos comprovam que o excesso de peso, o sedentarismo e a alimentação baseada em alimentos ricos em açúcares e gorduras, contribuem como possíveis causas na elevação do número de casos da doença. A mudança no estilo de vida, com práticas de atividade física, controle de peso e adoção de um padrão alimentar saudável aliada ao tratamento medicamentoso, caso seja necessário, são os principais pilares no tratamento do diabetes.

O número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, de acordo com o Ministério da Saúde. Pessoas com a doença precisam tomar cuidado especialmente com a alimentação, para evitar picos de açúcar no sangue.

Os mitos que cercam a alimentação dos diabéticos são incontáveis. Ter diabetes não significa ter que renunciar a uma alimentação prazerosa e saborosa.

Algumas alterações nos hábitos alimentares auxiliam no melhor controle glicêmico:

– fracionar a alimentação em 5 a 6 refeições ao dia, evitando ficar muitas horas sem se alimentar

– substituir alimentos como arroz, pães e macarrão feitos com farinhas brancas, por opções integrais ( por serem ricos em fibras, liberam a glicose de forma mais lenta na corrente sanguínea )

– não consumir açúcar e alimentos açucarados. Substituir por adoçantes a base de estévia ou sucralose, recomendados por serem mais naturais e com menor sabor residual

– alimentos dietéticos devem ser consumidos em pequenas quantidades, pois geralmente apresentam maior quantidade de gorduras

– não ultrapassar o consumo de 3 frutas por dia, em horários alternados

– reduzir o consumo de sal e gorduras. O diabetes está muito relacionado ao desenvolvimento da hipertensão e das dislipidemias. Escolha temperos mais naturais como o alho e a cebola e invista em ervas ( salsa, orégano, manjericão e alecrim ) para realçar o sabor dos alimentos.

– beber mais água ao longo do dia para contribuir com a hidratação.

Alimentos com índices glicêmicos altos não costumam ser orientados para quem tem diabetes porque elevam a glicose no sangue rapidamente e por sua vez levam a picos de insulina, justamente o hormônio que as pessoas com diabetes têm dificuldade em produzir. Sem conseguir absorver a glicose corretamente, ela fica na corrente sanguínea e pode levar a complicações como a oxidação dos vasos.

A educação nutricional tem importante papel no controle do diabetes e o acompanhamento com um nutricionista é essencial para a elaboração de um plano alimentar adequado e individualizado.

Cerca de 47% das pessoas com diabetes desconhece ser portadora da doença. Isso pode prejudicar ainda mais a saúde do indivíduo, uma vez que ao descobrir tardiamente a doença ele já pode ter alterações vasculares.

Nenhum alimento precisa ser riscado definitivamente do cardápio de quem tem diabetes. O que deve existir é moderação e equilíbrio, algo que é, inclusive, uma recomendação geral para todas as pessoas.

Já sabemos que a doença é um problema crônico no qual os níveis de açúcar no sangue tendem a subir muito rapidamente ou se manterem muito elevados e, problemas podem decorrer desse acúmulo, como mal-estar, má cicatrização e até cegueira e coma. Por isso é tão importante para quem tem diabetes é controlar os níveis de açúcar pela restrição na dieta, mesmo fazendo uso de remédios que controlem os picos de glicemia.

Vamos planejar um futuro com mais saúde e disposição?

Biografia:

Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação. 
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e, socialmente necessárias, contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.

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