Saúde

01.12 – Dia Mundial da Luta Contra a AIDS

O dia 01 de Dezembro representa o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS, criada para desenvolver e reforçar o esforço mundial contra a doença.

O dia 01 de Dezembro representa o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS, criada para desenvolver e reforçar o esforço mundial contra a doença. O objetivo deste dia é estabelecer o entrelaçamento da comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.

O número de contaminação do vírus HIV entre adultos tem aumentado, principalmente entre jovens de 15-24 anos. Essa constatação da UNAIDS foi divulgada em seu mais recente relatório sobre o Brasil, alertando que a prevenção à Aids precisa urgentemente ser mais eficaz.

Os jovens brasileiros são os que mais se infectam com o vírus HIV, parcela da população que ainda não era nascida quando o Brasil se tornou modelo no combate à Aids. Outros casos de doenças sexualmente transmissíveis também têm aumentando entre os mais jovens, como sífilis e gonorreia.

O Brasil foi pioneiro na década de 1990 no fornecimento de tratamento gratuito para pessoas com HIV, tendo se tornado referência mundial. Por causa dessa política de acesso universal ao tratamento, o país viu uma queda acentuada na taxa de mortalidade associada à Aids, devido à abrangente cobertura de tratamento antirretroviral ( TARV ) entre os países de média e baixa renda: mais da metade ( 64% ) dos brasileiros que tem o HIV recebe TARV, enquanto a média global em 2015 foi de 46%, segundo dados da UNAIDS.

O direito à saúde está consagrado no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966, o que inclui o direito de todos à prevenção e ao tratamento da saúde debilitada, à tomada de decisões sobre a própria saúde e ao tratamento com respeito e dignidade.

Segundo Michel Sidibé, diretor-Executivo da UNAIDS, “ Todas as pessoas, independentemente de idade, gênero, de onde vivem ou de quem amam têm direito à saúde. Não importa quais são suas necessidades de saúde, todos precisam de soluções de saúde disponíveis e acessíveis, de boa qualidade e sem discriminação”.

Muitas pessoas portadoras do vírus levam suas vidas normalmente, quando submetidas a tratamento correto, e devem ser respeitadas como qualquer outra pessoa. Você sabia que o vírus do HIV não se pega no ar e nem no toque, nem pelo beijo ou qualquer tipo de contato com a pessoa infectada?

O vírus HIV encontra-se no sangue e nos fluidos corporais: leite materno, secreções vaginais e sêmen. Assim, a pessoa pode ser contaminada com o vírus HIV quando entra em contato direto com essas secreções, o que pode acontecer das seguintes formas:

• Durante a amamentação, por isso mulheres HIV + não podem amamentar e, seus filhos devem nascer de cesariana programada para que não sejam contaminados;

• Durante a gravidez, quando a mulher não sabe que tem o vírus, porque os medicamentos antirretrovirais na gravidez e durante o parto diminuem muito as chances do bebê ser contaminado;

• Sexo sem camisinha com pessoa HIV +, seja vaginal, oral ou anal;

• Partilha de seringas para uso de drogas injetáveis;

• Contato direto com sangue da pessoa HIV +, em acidente de trânsito, cortes ou outros acidentes com objetos perfurantes como facas, seringas, tesoura ou bisturi, por exemplo.

Receber uma transfusão sanguínea era uma das formas de ser contaminado, mas nos últimos anos todos os sangues dos doadores de sangue são testados para HIV 1 e HIV 2, e se mostrarem-se contaminados são descartados e a pessoa afetada recebe o tratamento adequado. Assim, todo sangue doado é seguro e livre de HIV, não sendo mais uma fonte de contaminação.

Os fatores que aumentam o risco de transmissão são: carga viral alta, AIDS propriamente dita, sexo anal receptivo, sexo durante a menstruação, sexo com pessoas com cancro mole, sífilis e herpes genital.

A única forma de confirmar que a pessoa está infectada com o vírus HIV, e que pode desenvolver as doenças relacionadas à AIDS, é fazendo um exame de sangue específico chamado anti-HIV 1 e anti-HIV 2. Esse exame de sangue está disponível em todas as clínicas, hospitais e laboratórios, e podem ser realizados gratuitamente pelo SUS, nos centros de testagem espalhados pelo país.

Esse exame deve ser realizado por todas as mulheres que desejam engravidar, faz parte do pré-natal de todas as gestantes acompanhadas no SUS ou em clínicas particulares, e todo sangue doado é testado. No entanto, qualquer pessoa pode realizar o teste da AIDS, se achar que pode ter tido contato com vírus porque usou drogas injetáveis ou teve relações sexuais sem camisinha, por exemplo.

O melhor momento para fazer o teste do HIV é entre 40 e 60 dias após o comportamento de risco, isto é, depois do momento em que a pessoa acha que pode ter sido contaminada, porque caso o teste seja feito antes desses 40 dias, seu resultado pode estar errado.

Além das incertezas e desconfortos de ter uma doença que pode levar à morte e para a qual ainda não existe cura, pacientes e profissionais de saúde concordam que o preconceito e o estigma da doença são também grandes obstáculos a serem vencidos por quem é portador do vírus. O medo da reação da sociedade ainda faz com que muitas pessoas não façam o teste, escondam sua sorologia e, pior, não façam o tratamento.

O preconceito contra pessoas que vivem com HIV é tanto que a discriminação foi definida como crime através da Lei n° 12.984, de 2014, e pode levar à prisão por 1 a 4 anos e multa. O estigma faz também com que o tema não seja debatido em profundidade nas escolas.

Enquanto a medicina avança e o Brasil se torna referência no tratamento do HIV, o estigma ainda permanece, o que só contribui para o aumento da epidemia

A luta por direitos e respeito, infelizmente, ainda é longa.

Fonte: UNAIDS

 

Biografia

Michele K. B. Machado formou-se em Farmácia, no ano 2000, pela Universidade Metodista de Piracicaba. Focou seus estudos na gestão de pessoas e, no varejo farmacêutico, onde atuou nestes 18 anos de formação.
Sua responsabilidade profissional e, seu viés social proporcionaram verdadeiros cases de sucesso no cuidado à saúde da comunidade. Sempre pautada em orientações verticalizadas e, socialmente necessárias, contribuiu para a manutenção e geração de cuidado à saúde das comunidades em que esteve inserida.

 

um comentário

  1. Olá Michele, parabéns pelo texto extremamente esclarecedor! Falar sobre esse assunto em um dia como hoje, é importantíssimo, ainda mais por saber, que os que mais se infectam são os nossos jovens. Alertar sobre as formas de contaminação é relevante, já que em grande parte das vezes esse é um fator de pré conceito com o portador, por falta de conhecimento da sociedade em geral. Mais do que alertar, informar é essencial.

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